MARGS chega a maio com reforma em andamento e etapas já concluídas

MARGS REFORMA MARÇO 2021

Fechado à visitação pública desde dezembro de 2020 para poder receber a atual reforma em andamento, o Museu de Arte do Rio Grande do Sul — MARGS chega a maio com etapas já cumpridas das 3 melhorias de preservação e segurança:

  • Adequação ao Plano de Prevenção e Proteção contra Incêndio (PPCI)
  • Substituição do sistema de climatização
  • Restauração arquitetônica da parte superior do histórico prédio

Os trabalhos estão previstos para seguir até setembro. E a previsão é que o Museu tenha uma reabertura parcial e gradual — se e assim que a situação da pandemia permitir.

Adequação ao Plano de Prevenção e
Proteção contra Incêndio (PPCI)

Em março, o Museu obteve o Alvará do seu PPCI (Plano de Prevenção e Proteção contra Incêndio), que certifica que a edificação se encontra em condições de segurança em conformidade com a Legislação, Resoluções Técnicas do Corpo de Bombeiros Militar do RS e normas quanto à prevenção de incêndio.

O PPCI consiste em medidas e adaptações que visam prevenir e evitar riscos de incêndio e permitir o abandono da edificação em caso de emergência. Contempla procedimentos de segurança que evitem a propagação de chamas e proporcionem meios de controle e extinção do incêndio, como sinalizações, dispositivos e equipamentos de combate ao fogo. Além disso, o Museu passa a ter um grupo de funcionários treinados para agir em caso de incêndio.

Segundo o diretor-curador do MARGS, Francisco Dalcol:

“O PPCI do MARGS é uma conquista histórica, que coloca o Museu em uma nova era, projetando-o ao futuro. Depois da tragédia do incêndio do Museu Nacional, planos e projetos de segurança contra incêndio se tornaram uma exigência premente e urgente para todos museus. O PPCI do Museu virá a se somar ao ‘Plano de Gerenciamento de Riscos: Prevenção, Salvaguarda e Emergência’ de que o Museu já dispunha. Com isso, o Museu estará em melhores condições de segurança para proteger as mais de 5 mil obras de arte do Acervo Artístico e os milhares de itens do Acervo Documental, e também para assegurar a edificação e suas instalações, além de oferecer maior segurança aos públicos e funcionários.”

O PPCI vinha sendo buscado há anos pelo MARGS, desde as gestões dos ex-diretores Gaudêncio Fidelis (2011-2014) e Paulo Amaral (2015-2018), sendo efetivado agora, na gestão de Francisco Dalcol, com o financiamento das adequações e melhorias.

A conquista também resulta dos esforços da Associação de Amigos do Museu (AAMARGS) em proporcionar manutenção e melhorias das condições de infraestrutura para o prédio e a operação do Museu.

O PPCI do MARGS está sendo financiado com patrocínio da Banrisul Vero, BRDE e Sulgás por meio do Plano Anual do MARGS, gerido pela AAMARGS no Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac) — Lei de Incentivo à Cultura.

PPCI

Substituição do
sistema de climatização

Na reforma do sistema de climatização do MARGS, boa parte dos trabalhos no interior do Museu está em fase de conclusão.

O sistema de climatização já recebeu a substituição das tubulações, o que permitirá a liberação dos espaços expositivos e de visitação pública. A próxima etapa envolve a instalação dos equipamentos, já em andamento e com os trabalhos concentrados nas casas de máquinas.

Quanto às melhorias no sistema de climatização, o diretor-curador do MARGS, Francisco Dalcol, assinala que são vitais para garantir as condições técnicas de preservação das obras de arte sob guarda da instituição, bem como para receber obras de outros acervos e instituições.

“A reforma do sistema de climatização implicará na importante conquista da substituição do equipamento que hoje supre o MARGS, a fim de que o Museu assegure a necessária conservação das obras de arte. Portanto, o novo sistema de climatização não apenas suprirá uma demanda em acordo com o que regem os parâmetros museológicos internacionais, como colocará o MARGS em uma nova era, perpetuando-o e projetando ao futuro.”

Ainda em março, uma operação foi realizada para a substituição do chamado chiller, equipamento de grande porte e dimensões que integra o sistema de climatização do Museu e instalado no alto do prédio. Com auxílio de um guindaste, o antigo equipamento foi removido para dar lugar ao novo.

O chiller é responsável pelo resfriamento de água, sendo utilizado em sistemas de climatização voltados a grandes espaços.

A água gelada tem por finalidade resfriar o ar e os equipamentos, especialmente em situações em que muitos espaços individuais devem ter controle de temperatura e umidade separadamente, como é o caso do MARGS.

reforma margs (5)

Restauração arquitetônica da
parte superior do histórico prédio

Já na parte da reforma arquitetônica em andamento no MARGS, o momento é de restauração dos Torreões, as 4 torres da parte superior do prédio.

Paredes, janelas e portas estão passando por restauro. Na parte externa, a reforma é mais visível, sobretudo da rua, por conta dos andaimes instalados para os trabalhos de revitalização, impermeabilização e pintura da cobertura e fachada dos Torreões, além da renovação do sistema de escoamento de água da chuva.

Na operação do MARGS, o Núcleo de Conservação e Restauro funciona nos Torreões 1 e 2, com laboratórios para manutenção e reparo de obras de arte do acervo. O Torreão 3 é utilizado para oficinas e cursos. E o Torreão 4 abriga parte do acervo do Museu, tendo sido adaptado para operar nas condições de reserva técnica.

Em seu conjunto, a reforma arquitetônica do MARGS compreende intervenções na parte superior do prédio, envolvendo o restauro dos 4 Torreões, da clarabóia, do terraço e dos elementos como estatuária, ornatos, compoteiras, capitéis e balaústres.

Segundo o diretor-curador do MARGS, Francisco Dalcol:

“O restauro arquitetônico do MARGS consiste na revitalização da estrutura predial do Museu, cuja construção remonta à década de 1910. Com a reforma total da parte superior do prédio, estaremos evitando futuras infiltrações ou danos estruturais que poderiam vulnerabilizar inclusive os espaços expositivos no ambiente interno do Museu. E a reforma interna dos Torreões oferecerá melhores condições para prosseguirmos com nossas atividades e rotina museológica”.

A reforma do MARGS está sendo executada pela empresa Arquium Construções e Restauro, com projeto de restauro da empresa Perene Cultural. A obra é contratada e supervisionada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (IPHAE) e a Secretaria de Obras e Habitação do Estado do RS.

As melhorias são financiadas pelo repasse de R$ 4.779.896,62 do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. O recurso garantirá a execução do projeto de revitalização do MARGS que foi originado em 2013, no PAC das Cidades Históricas, e apresentado em 2015. A previsão da reforma é que dure 9 meses, seguindo até julho de 2021.

A concretização da reforma é resultado do esforço contínuo e permanente do MARGS e da Secretaria da Cultura do Estado do RS para a recuperação e preservação do MARGS.

Nas palavras da Secretária de Estado da Cultura do RS, Beatriz Araujo:

“As obras irão restituir ao MARGS, um dos museus mais visitados e conhecidos do Rio Grande do Sul, a plena condição de salvaguardar o acervo artístico, suas instalações e a estrutura do prédio histórico, além de receber o público com conforto e segurança”.

Situado no Centro Histórico de Porto Alegre, na Praça da Alfândega, o prédio onde o MARGS funciona desde 1978 foi construído na década de 1910 para abrigar a Delegacia Fiscal. O imponente edifício, de quase 5.000m2, foi encomendado à firma do engenheiro Rudolph Arhons com projeto do arquiteto alemão Theo Wiederspahn. Os ornamentos foram executados pela oficina de escultura de João Vicente Friedrichs, tendo como ornamentistas Victorio Livi e Franz Radermacker. Alfred Adloff foi o responsável pelas esculturas.

Reconhecido como de interesse público por seu valor histórico-arquitetônico, o prédio foi tombado em nível estadual em 1983, pela então Divisão do Patrimônio Histórico e Cultural do Estado (Dphic). A portaria de tombamento foi a de n. 04/83, de 20/06/1983, retificada através da portaria 03/84, de 1/08/1984 e ratificada pela portaria 01/85, de 11/07/1985. O tombamento foi inscrito em 30/06/1983, sob o número 22, no Livro do Tombo Histórico, e publicado no Diário Oficial do Estado em 16/08/1984). Em nível federal, foi tombado em 2002 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), com integrante do sítio histórico das praças da Matriz e da Alfândega.

Devido a sua relevância como patrimônio cultural nacional e estadual e por ser considerado museu de arte de referência no país, espaço de divulgação, formação, conservação e restauro de coleções, o MARGS teve a proposta de execução da obra de restauração da cobertura e torreões e de climatização geral contemplada no Processo Seletivo 2019 do Conselho Federal Gestor do Fundo de Defesa de Direitos Difusos, que destinou recursos a órgãos e pessoas jurídicas de direito público federais para ações, entre outras, de preservação do patrimônio cultural.

O projeto executivo que embasa a contratação da obra decorre de Termo de Compromisso firmado pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul no âmbito do Programa PAC Cidades Históricas (PAC-CH Nº 367), para o qual foram destinados recursos federais no total de R$ 130.603,65. O projeto executivo foi concluído e aprovado pelo órgão de patrimônio estadual e pelo IPHAN-RS em 2018.

A obra foi licitada pela Superintendência do IPHAN no Rio Grande do Sul, conforme Concorrência nº 01/2019, e o resultado foi publicado no Diário Oficial da União em 04/02/2020. O valor da proposta vencedora é de R$ 4.779.896,62. O montante é integralmente apoiado com recursos decorrentes de Termo de Execução Descentralizada firmado entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública, por intermédio do Fundo de Defesa de Direitos Difusos e o IPHAN.

 

 

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