Curso “Tópicos em História da Arte no Rio Grande do Sul”

Em uma parceria entre instituições da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), o Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS) traz a público o curso “Tópicos em História da Arte no Rio Grande do Sul”, que será realizado de 04.10 a 27.12.2021

Serão 12 encontros virtuais, sempre às segundas-feiras, das 19h às 21h30min, com a participação de diversos pesquisadores convidados, reconhecidos por suas áreas de atuação e especialidade quanto aos temas a serem discutidos em cada aula (confira abaixo a programação). A coordenação do curso é dos professores e pesquisadores Paula Ramos e Paulo Gomes, do Instituto de Artes e do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da UFRGS. 

Com realização do Instituto Estadual de Cinema (Iecine RS), o curso “Tópicos em História da Arte no Rio Grande do Sul” tem apoio do MARGS, do Instituto Estadual de Artes Visuais (IEAVi) e da Casa de Cultura Mario Quintana. A iniciativa integra o Avançar na Cultura, projeto executado por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac) que investirá R$ 76,1 milhões no setor até 2022, entre obras, fomento, editais e qualificações, tendo por objetivo incentivar uma área que movimenta a economia e a vida das pessoas, que constitui identidades e ajuda a construir o Rio Grande de Sul.

 

PARA PARTICIPAR OU ASSISTIR

As aulas online serão apresentadas em ambiente virtual (plataforma Zoom). Os interessados em obter certificação devem se inscrever previamente no seguinte link: https://forms.gle/pMTPhcLRm6be1hK57.  Após a inscrição, receberão o link de acesso.

Ao mesmo tempo, o MARGS fará transmissão ao vivo e simultânea para o publico geral (não inscrito), como modo de ampliar o alcance das aulas ministradas no curso, no perfil do Museu no YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCyH6lDVOn8CZEfMW4JIY46w. 

A plataforma Cultura Em Casa, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, também estará retransmitindo, em uma parceria com Iecine e MARGS.

 

O CURSO

Um panorama da história da arte no Rio Grande do Sul, desde a experiência jesuítico-guarani até a contemporaneidade. 

Além de exibir, contextualizar e analisar projetos e obras icônicas, a partir de uma abordagem social, formal e simbólica, o curso apresentará personagens, trajetórias, eventos e instituições culturais. 

Serão abordadas expressões tradicionais do campo das artes visuais, a exemplo de pintura, escultura, instalação, mas também arte pública, decoração de fachadas, fotografia, ilustração e arte cemiterial.

 

O PROGRAMA

AULA 1 — 04.10.2021 – clique aqui para assistir

A invenção do Rio Grande do Sul

O espaço geográfico e afetivo que hoje chamamos de Rio Grande do Sul resulta de um longo processo histórico, ainda em andamento. Enclave entre as disputas lusas e castelhanas desde o século XV, sem falar dos povos originários, jogados de um lado a outro, essa narrativa foi sendo traduzida de acordo com a língua falada pelos mais de cima. Ainda assim, é um desterrado que hoje ocupa o posto simbólico de patrão, o dito “gaucho”, em uma história tão conflituosa quanto rica em nuances.

Ministrantes: Profa. Dra. Paula Ramos e Prof. Dr. Paulo Gomes (Instituto de Artes/PPGAV/UFRGS)

Pesquisadora convidada: Profa. Dra. Joana Bosak (Instituto de Artes/PPGAV/UFRGS)

AULA 2 — 11.10.2021

A experiência jesuítico-guarani – clique aqui para assistir

Ao longo dos séculos XVII e XVIII, sob o domínio da Coroa Espanhola, a região noroeste do território que viria a ser o Rio Grande do Sul, juntamente com parte da Argentina e do Paraguai, foi marcada pela presença de religiosos jesuítas que trabalharam no processo de evangelização e aculturamento dos habitantes originários, os guarani; dessa história de muitas faces, temos alguns dos mais antigos remanescentes da arte produzida no Estado. Neste encontro, serão enfocados aspectos como arquitetura e imaginária jesuítico-guarani, bem como o legado dessa experiência.

Ministrante: Profa. Dra. Paula Ramos (Instituto de Artes/PPGAV/UFRGS)

Pesquisadores convidados: Dr. Flavio Gil e Me. Zeca Brito (Iecine)

 

AULA 3 — 18.10.2021

Igrejas e artífices no Rio Grande do Sul: a tradição luso-brasileira

Com enfoque nas igrejas erigidas nos séculos XVIII e XIX no Rio Grande do Sul, procura-se evidenciar a filiação destas edificações com a tradição luso-brasileira. O estudo abarca os aspectos formais e estilísticos dos templos, seus respectivos programas decorativos e a trajetória de seus construtores e artífices, principalmente do entalhador português João do Couto Silva (1824–1883), atuante na Porto Alegre do século XIX.

Ministrante: Profa. Dra. Paula Ramos (Instituto de Artes/PPGAV/UFRGS)

Pesquisadora convidada: Doutoranda Sofia Inda (PPGAV/UFRGS)

 

AULA 4 — 25.10.2021

Artistas em trânsito, o ensino de desenho e a incipiente institucionalização do campo artístico

No Rio Grande do Sul do século XIX, mesmo não existindo uma estrutura consistente para o desenvolvimento das artes plásticas, diversos fatos propulsionaram o campo, culminando com a fundação do Instituto Livre de Belas Artes, em 1908. Neste dia, serão tratados os seguintes temas: a presença dos artistas viajantes, o ensino do Desenho, as primeiras exposições de arte, o surgimento de espaços de divulgação e crítica na imprensa e o despontar de artistas, com destaque para Pedro Weingärtner.

Ministrante: Prof. Dr. Paulo Gomes (Instituto de Artes/PPGAV/UFRGS)

 

AULA 5 — 01.11.2021

Encomendas públicas, monumentos e arte cemiterial no Entresséculos

Durante a chamada República Velha, o governo de matriz positivista foi responsável por uma série de empreendimentos de vulto, a exemplo do Palácio Piratini e da Biblioteca Pública, para as quais foram encomendadas muitas obras de arte. Era o período das suntuosas e alegóricas decorações de fachadas de edifícios públicos e privados e da rica estatuária, também presente nos cemitérios, pautas do quinto encontro.

Ministrante: Prof. Dr. Paulo Gomes

Pesquisador/a convidado/a: Prof. Dr. Arnoldo Doberstein e Profa. Dra. Luiza Neitzke de Carvalho (ICH/UFPel)

 

AULA 6 — 08.11.2021

Imagens técnicas: fotografia, impressos e ilustração

O desenvolvimento da fotografia, bem como da indústria gráfica, ao longo do século XIX e início do XX, é uma das facetas mais inequívocas da modernidade, sendo fortemente responsável pela visualidade arrojada que toma conta de impressos e publicações em grande parte do mundo e também no Rio Grande do Sul. Neste dia, o foco será a fotografia e a cultura gráfica e editorial, culminando no protagonismo da antiga Livraria do Globo, que a partir dos anos 1920 congregaria importantes intelectuais, escritores e artistas do Estado.

Ministrante: Profa. Dra. Paula Ramos (Instituto de Artes/PPGAV/UFRGS)

Pesquisadora convidada: Profa. Dra. Zita Possamai (PPGMuSpa/PPGEedu/UFRGS)

 

AULA 7 — 22.11.2021

Entre a tradição e a modernidade: anos 1920–1940

Em 1925, em Porto Alegre, ocorre o I Salão de Outono, organizado por um grupo de jovens artistas: era a oportunidade para exibir e observar o que estava sendo produzido localmente. Naquele mesmo ano, a capital recebe os conferencistas Guilherme de Almeida e Angelo Guido, dispostos a defender e a criticar, respectivamente, os propósitos da “arte moderna”. Em meio a forte regionalismo e às premissas da arte acadêmica, despontam agentes de renovação.

Ministrante: Profa. Dra. Paula Ramos (Instituto de Artes/PPGAV/UFRGS)

Pesquisadora convidada: Profa. Dra. Maria Lúcia Bastos Kern

 

AULA 8 — 29.11.2021

O lugar da arte em debate: anos 1950, arte e política

O contexto é o do pós-guerra, com profundas transformações no tabuleiro político e social internacional, conclamando intelectuais e agentes da cultura a repensar o próprio papel da arte. Nesse quadro, um dos projetos artísticos mais vigorosos no Rio Grande do Sul, com impacto em várias regiões do Brasil, foi a criação dos Clubes de Gravura, no início dos anos 1950. Na metade da década, Aldo Locatelli e Antonio Caringi assumiriam encomendas públicas de forte carga simbólica, reforçando ideários; e, em 1958, a capital sediaria dois eventos emblemáticos para se pensar o eixo arte–política naqueles idos: o I Salão Pan-Americano e o I Congresso Brasileiro de Arte. Uma década e tanto…

Ministrante: Profa. Dra. Paula Ramos (Instituto de Artes/PPGAV/UFRGS)

Pesquisador/a convidado/a: Doutoranda Andreia Duprat (PPGAV/UFRGS) e Me. Diego Groisman (CCMQ)

 

AULA 9 — 06.12.2021

Abstração, rupturas e novos meios

Enquanto o MARGS, instaurado em 1954, estruturava-se, era criado o Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre (1961), o Instituto de Artes era federalizado (1962) e, em Santa Maria, surgia o Centro de Artes e Letras da UFSM (1963). Naqueles idos, a par das transformações na estrutura política e econômica do Estado e do País, as artes plásticas tiveram expressivo destaque, verificado nas várias encomendas públicas. Em oposição à “arte oficial” ou à produção de forte conotação ideológica, despontaram movimentos de ruptura, bem como artistas filiados à abstração. 

Ministrante: Prof. Dr. Paulo Gomes

Pesquisadora convidada: Profa. Dra. Neiva Bohns (Centro de Artes/PPGAVI/UFPel)

 

AULA 10 —13.21.2021

A geração 1980 

A chamada geração 1980 local é tributária das transformações ocorridas nas duas décadas anteriores e, obviamente, do grande movimento nacional de mesmo nome que deu visibilidade aos jovens valores. Trata-se de um período de grande efervescência, para o qual contribuíram o Espaço N.O., o surgimento de importantes galerias de arte, o apogeu dos salões de arte locais, a movimentação em torno da arte têxtil e, naturalmente, a ampliação do campo artístico do Estado, incorporando no seu fluxo cidades como Santa Maria e Pelotas. 

Ministrante: Prof. Dr. Paulo Gomes (Instituto de Artes/PPGAV/UFRGS)

Pesquisador convidado: Prof. Dr. Felipe Caldas (Instituto de Letras e Artes/FURG)

 

AULA 11 — 20.12.2021

Arte e instituições

A partir dos anos 1990, assiste-se a uma expressiva institucionalização do campo artístico, com a criação de equipamentos públicos estaduais, municipais e também privados. No despontar da década, surgem o Instituto Estadual de Artes Visuais (IEAVI) e o Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MACRS), ambos sediados na recém-inaugurada Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ). Logo depois são criadas a Fundação Iberê Camargo e a Bienal do Mercosul, bem como, na virada para os 2000, o Santander Cultural, a Fundação Ecarta e a Fundação Vera Chaves Barcellos, apenas na capital e região metropolitana. Tais instituições vão se propor a inserir o Estado em um outro âmbito de circulação da arte, além de promover e difundir a produção local.

Ministrante: Prof. Dr. Paulo Gomes (Instituto de Artes/PPGAV/UFRGS)

Pesquisadora convidada: Profa. Dra. Bianca Knaak (Instituto de Artes/UFRGS)

 

AULA 12 — 27.12.2021

Contemporaneidades

No último encontro do curso, um panorama do cenário atual, contemplando artistas, coletivos, espaços e publicações independentes, produção crítica. Serão abordados o impacto da Bienal do Mercosul no campo artístico local e a permeabilidade das trocas em um cenário globalizado.

Ministrantes: Profa. Dra. Paula Ramos e Prof. Dr. Paulo Gomes (Instituto de Artes/PPGAV/UFRGS)

Pesquisador/a convidado/a: Prof. Dr. Eduardo Veras (Instituto de Artes/PPGAV/UFRGS) e Profa. Dra. Gabriela Motta (PPGAVI/UFPel)

 

SOBRE OS PROFESSORES ORGANIZADORES

Paula Ramos

É crítica, historiadora da arte e curadora. Bacharel em Comunicação Social/Jornalismo (1996) pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com Mestrado (2002) e Doutorado (2007) em Artes Visuais, ênfase em História, Teoria e Crítica de Arte, pela mesma IFES, ambos subsidiados com bolsa CNPq. Em 2005, realizou Estágio Doutoral junto à Kassel Universität, na Alemanha, com bolsa CNPq/DAAD. No mesmo país, realiza seu Estágio Sênior (2018–2019; 2020–2021), na Hochschule Hannover, com bolsa da Fundação Alexander von Humboldt.

É Professora Associada do Departamento de Artes Visuais do Instituto de Artes da UFRGS, onde implantou o Bacharelado em História da Arte, coordenando-o nos seus cinco primeiros anos (2010–2015). Atua nos cursos de História da Arte e Artes Visuais, bem como no Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais (PPGAV/UFRGS). 

Assina diversas curadorias em arte moderna e contemporânea, muitas das quais agraciadas com prêmios. É autora e organizadora de várias publicações no segmento de cultura e artes visuais, com destaque para A madrugada da modernidade – 1926 (2006), A fotografia de Luiz Carlos Felizardo (2011), Walmor Corrêa – o estranho assimilado (2015) e Lenir de Miranda – pintura périplo (2019). Também integrou a Comissão Editorial que organizou a publicação Pinacoteca Barão de Santo Ângelo – catálogo geral (1910–2014), um trabalho de ensino, pesquisa e extensão, que envolveu dezenas de estudantes e professores do Bacharelado em História da Arte da UFRGS. Em 2016, publicou A modernidade impressa – Artistas ilustradores da Livraria do Globo – Porto Alegre (2016), reunindo as pesquisas desenvolvidas durante seu Mestrado e Doutorado. O livro foi lançado com exposição homônima, realizada no Museu de Arte do Rio Grande do Sul. Como um todo, o projeto A modernidade impressa recebeu oito prêmios em âmbito regional e nacional, incluindo o Prêmio Jabuti 2017, na categoria Arquitetura, Urbanismo, Artes e Fotografia. 

Na pesquisa, dedica-se aos estudos sobre modernidade e as relações entre artes visuais, impressos e cultura visual, bem como a aspectos relacionados à memória e ao patrimônio artístico e cultural. 

Paula Ramos é membro do Comitê Brasileiro de História da Arte (CBHA).

Paulo Gomes 

É artista visual, crítico e historiador da arte, curador. Bacharel em Artes Visuais – Desenho (1995), pelo Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com Mestrado (1998) e Doutorado (2003) em Artes Visuais – ênfase em Poéticas Visuais pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da mesma Universidade. Em 2002, realizou Estágio Doutoral na École des Hautes Etudes en Sciences Sociales de Paris e, entre 2015–2016, Estágio Sênior no CIEBA, Centro de Investigação e Estudos em Belas-Artes da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, em Portugal.

É Professor Associado do Instituto de Artes da UFRGS, atuando no Bacharelado em História da Arte e no Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais. 

Atua como membro do Comitê de Acervo da Pinacoteca Aldo Locatelli (PMPA) e do Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs). Coordena a Pinacoteca Barão de Santo Ângelo do Instituto de Artes da UFRGS desde 2011 até a atualidade. 

Assina diversos projetos editoriais e curatoriais, muitos dos quais agraciados com prêmios. Dentre suas publicações, destacam-se organizações e textos para: Margs 50 anos (2005), Artes plásticas no Rio Grande do Sul: uma panorâmica (2007), Pedro Weingärtner: Obra gráfica (2008), 100 anos de artes plásticas no Instituto de Artes da UFRGS (2012), Pinacoteca Barão de Santo Ângelo: catálogo geral (1910–2014) (2015), e Zoravia Bettiol: o lírico e o onírico (2016), com Paula Ramos. 

Na pesquisa, dedica-se à história da arte no Rio Grande do Sul e no Brasil, enfatizando o século XIX e o Entresséculos. 

É membro das seguintes instituições: Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA), Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA), Comitê Brasileiro de História da Arte (CBHA) e da Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas (ANPAP).

 

SERVIÇO

Tópicos em História da Arte no Rio Grande do Sul 

Quando:  04.10 a 27.12.2021, sempre às segundas-feiras, das 19h às 21h30min

Para participar como aluno: aulas online apresentadas em ambiente virtual (plataforma Zoom). Os interessados em obter certificação devem se inscrever previamente no link: https://forms.gle/pMTPhcLRm6be1hK57. Após a inscrição, receberão o link de acesso.

Para apenas assistir: o MARGS fará transmissão ao vivo e simultânea para o publico geral (não inscrito), como modo de ampliar o alcance das aulas ministradas no curso, no perfil do Museu no YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCyH6lDVOn8CZEfMW4JIY46w

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