Acervo em movimento — Aquisições 2019 – 2022

O Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS), instituição da Secretaria de Estado da Cultura do RS (Sedac), reabre no dia 10.12.2022 com versão inédita da exposição “Acervo em movimento”. O evento de inauguração será realizado às 10h30, reunindo artistas, autoridades, convidados e público geral.

Com o título “Aquisições 2019 – 2022”, a mostra sucede a 13ª Bienal do Mercosul, encerrada em novembro, ocupando todo o 1º andar expositivo do Museu (Pinacotecas, Salas Negras e Sala Aldo Locatelli). São apresentadas mais de 100 obras, de mais de 60 artistas, que integram o conjunto que ingressou no Acervo Artístico do MARGS ao longo dos últimos 4 anos, durante a atual gestão

Nesse período, mais de 400 obras foram adquiridas pelo Museu, englobando técnicas, suportes e tipologias diversificadas da produção em artes visuais, desde o século 19 à atualidade, de artistas brasileiros e estrangeiros. Tal abrangência corresponde ao perfil e ao arco histórico que caracterizam o Acervo Artístico do MARGS desde o seu início, em 1954, e que chega ao final de 2022 totalizando mais de 5.700 obras (leia mais sobre as aquisições nos textos abaixo).

“Acervo em movimento” é um programa expositivo concebido em 2019 para trazer a público o acervo do MARGS, por meio de uma exposição de longa duração que se vale da estratégia de rotatividade das obras em exibição, mediante substituições frequentes. Assim, obras entram e saem da exposição com o objetivo de manter uma renovação constante do conjunto em exibição  (leia mais sobre o programa nos textos abaixo).

Para oferecer uma amostragem ampla das “Aquisições 2019 – 2022”, esta fase de “Acervo em movimento” terá 6 meses de duração, porém com 2 momentos distintos: um primeiro recorte apresentado a partir de dezembro de 2022, seguido de um segundo recorte a partir de março de 2023 que resultará de uma “virada” na exposição com substituições de obras, permanecendo em exibição até 11.06.2023 (leia mais sobre a exposição nos textos abaixo).

Nas palavras do diretor-curador do MARGS, Francisco Dalcol:

“Com a estratégia de rotatividade das obras expostas, as substituições geram recombinações que procuram propor novos diálogos e chaves de compreensão, oferecendo ao público uma exposição sempre viva e dinâmica, que aposta na experiência mais do que nos discursos, e na descoberta mais do que nas verdades. Agora, com a ocupação do 1º andar expositivo do MARGS, ‘Acervo em movimento’ sela um reencontro simbólico, pois foi neste mesmo espaço que o programa estreou, marcando o início da gestão 2019-2022. Desde então, passou a circular pelo Museu, ocupando diferentes salas e galerias, sempre como uma exposição de acervo de longa duração, porém com rotatividade de obras. E sempre com o mesmo compromisso e responsabilidade: implementar uma política de exibição permanente dedicada à apresentação pública do acervo do MARGS”.

 

ACERVO EM MOVIMENTO — Aquisições 2019 – 2022

LISTA DE ARTISTAS (dezembro de 2022)

Aldo Locatelli

Allan Vieira — ALN

André Severo

Andréa Brächer

Andressa Cantergiani

Bruno Borne

Bruno Gularte Barreto

Burle Marx

Carlos Asp

Carlos Mancuso

Carlos Vergara

Carlos Wladimirsky

Charles Mayer

Claudia Paim

Cynthia Vasconcellos

Denilson Baniwa

Dione Veiga Vieira

Elida Tessler

Ena Lautert

Enio Lippmann

Estevão da Fontoura

Fayga Ostrower

Felipe Caldas

Fernando Duval

Francisco Stockinger

Frantz

Gerson Reichert

Gisa Oliveira

Guilherme Dable

Guillermo Creus

Hudinilson Júnior

Jota Ramos

Lenir de Miranda

Lenora de Barros

Leonardo Loureiro

Lia Menna Barreto

Lilian Maus

Luiz Gonzaga

Manuel de Araújo Porto-Alegre

Marcos Porto 

Maria Bonomi

Maria Lídia Magliani

Mariza Carpes

Milton Kurtz

Mitti Mendonça

Nelson Wiegert

Paulo Chimendes

Pelópidas Thebano

Renata Sampaio

Rommulo Vieira Conceição

Romy Pocztaruk

Ruth Schneider

Tomie Ohtake

Triafu

Tulio Pinto

Ubiratã Braga

Vera Chaves Barcellos

Vera Wildner

Virgínia Di Lauro

Wagner Mello

Yeddo Titze

Zoravia Bettiol

 

A EXPOSIÇÃO “AQUISIÇÕES 2019 – 2022”

Com “Aquisições 2019 — 2022”, o programa “Acervo em movimento” entra em uma fase cujo enfoque é apresentar obras que nos últimos quatro anos ingressaram no Acervo Artístico do MARGS. 

Nesse período, mais de 400 trabalhos foram adquiridos pelo Museu, englobando técnicas, suportes e tipologias diversificadas da produção em artes visuais, desde o século 19 à atualidade, de artistas brasileiros e estrangeiros. Tal abrangência corresponde ao perfil e ao arco histórico que caracterizam o Acervo Artístico do MARGS desde o seu início, em 1954, e que chega ao final de 2022 totalizando mais de 5.700 itens.

Para oferecer uma amostragem das “Aquisições 2019 — 2022”, esta fase de “Acervo em movimento” terá 6 meses de duração, porém com 2 momentos distintos: um primeiro recorte apresentado a partir de dezembro de 2022, seguido de um segundo recorte a partir de março de 2023 que resultará de uma “virada” na exposição com substituições de obras, permanecendo em exibição até junho.

Ao longo dessa dinâmica, procuraremos destacar seleções de obras que sejam significativas e representativas das aquisições desta gestão, em parte já exibidas ao longo desses últimos 4 anos simultaneamente aos momentos de ingresso no acervo. Com essas amostragens parciais — e por isto incompletas e não definitivas —, esperamos que os próximos 6 meses possam oferecer índices e pontuações que permitam dar a ver uma compreensão sobre o conjunto adquirido, tanto para miradas mais amplas como para apreciações mais detidas.

As mais de 400 aquisições de obras no período 2019-2022 se deram de 3 modos: doação por parte de artistas, particulares e instituições; compra por meio da Associação de Amigos do MARGS; e transferência entre museus da Sedac.

Propostas de doação para o Acervo Artístico foram recebidas pelo Museu, no entanto a maior parte das aquisições resultou de um papel ativo da Direção orientado pela busca de obras e artistas que viessem a suprir lacunas e enriquecer presenças e representatividades, com especial atenção a prioridades e sobretudo a oportunidades. Do que se destaca uma significativa entrada de produções relacionadas a índices sociais de classe, raça e gênero, notadamente de artistas mulheres e negros/as. 

Tanto as propostas de doação recebidas quanto as ações da Direção tiveram as avaliações do Comitê de Acervos do MARGS como respaldo para as escolhas e tomadas de decisões.

O que define um museu como sendo museu é o fato de ter um acervo sob sua guarda. Além do compromisso precípuo de preservar, pesquisar e difundir esse acervo, colecionar é também uma de suas responsabilidades. Responsabilidade que gera, portanto, uma dinâmica de constante ampliação do acervo, a qual demanda ao menos 2 compromissos permanentes para assegurar a expansão em condições adequadas: capacidade de armazenagem, juntamente a critérios rigorosos para definir as obras que venham a ingressar. 

Em anos recentes, o MARGS abriu 2 novas reservas técnicas adaptando espaços em suas instalações. E, em 2019, instituiu o Comitê de Acervos — juntamente ao Comitê de Curadoria —, cuja atribuição é assessorar a política de aquisições analisando as propostas em termos técnicos, conceituais, teóricos e históricos.

Com a ocupação do 1º andar expositivo do MARGS, “Acervo em movimento” sela um reencontro simbólico, pois foi neste mesmo espaço que o programa estreou em 2019, marcando o início da gestão 2019-2022. Desde então, passou a circular pelo Museu, ocupando diferentes salas e galerias, sempre como uma exposição de acervo de longa duração, porém com rotatividade de obras. E sempre com o mesmo compromisso e responsabilidade: implementar uma política de exibição permanente dedicada à apresentação pública do acervo do MARGS.

Francisco Dalcol
Diretor-curador do MARGS
Doutor em Teoria, Crítica e História da Arte

 

O PROGRAMA “ACERVO EM MOVIMENTO”

O Acervo Artístico do MARGS guarda mais de 5.700 obras de arte do século 19 à atualidade, de artistas brasileiros e estrangeiros. Abrange, assim, desde produções regidas pelos modelos acadêmicos, passando pelas rupturas das manifestações dos modernismos em diferentes geografias, até chegar à pluralidade dos desdobramentos operados pelas práticas artísticas contemporâneas. 

“Acervo em movimento” é um programa expositivo concebido em 2019 para trazer a público esse rico e diversificado acervo, por meio de uma exposição de longa duração que se vale da estratégia de rotatividade do que está exposto. 

Assim, obras entram e saem da exposição com o objetivo de manter uma renovação frequente e constante do conjunto em exibição.

As alterações se dão segundo escolhas propostas pela curadoria do Museu e em colaboração com as equipes, que exercitam de modo compartilhado e transversal um mesmo método de organização de uma mostra dedicada a exibir o acervo.

Para que o público acompanhe a dinâmica de substituições das obras, bem como as configurações assumidas pela exposição em suas diferentes fases e momentos, a data de entrada de cada trabalho consta informada em sua etiqueta.

Fundamentado por noções de dispositivo, montagem e display, o modelo de exposição recombinante adotado por “Acervo em movimento” lança mão de um processo curatorial de caráter experimental. 

Cada mudança — em parte ou no todo da mostra — opera o que passamos a denominar como “nova virada da exposição”, sendo sempre concebida como uma resposta à configuração anterior, e por vezes até às outras exposições no mesmo momento em exibição no Museu, estabelecendo diálogos com as demais salas e galerias. 

Com a estratégia de rotatividade das obras expostas, as substituições geram recombinações que procuram propor novas relações e chaves de compreensão, oferecendo ao público uma exposição sempre viva e dinâmica, que aposta mais na experiência da descoberta do que na orientação do discurso.

O interesse é sondar as provisórias relações de vizinhança estabelecidas entre as obras, assim como as tensões das partes com o todo, propondo desdobramentos que intensificam e multiplicam as formas de ver, sentir e reagir. 

Parte-se do entendimento de que obras de arte não “falam” apenas por si mesmas, uma vez que seus sentidos são também efeito do que podem produzir no interior dos territórios relacionais e narrativos que uma exposição é capaz de colocar em causa. 

Assim, esta exposição pergunta ao visitante: quais podem ser as relações entre trabalhos distintos e de diferentes épocas, contextos e linguagens?

O convite é que o público constitua os seus caminhos interpretativos, estabelecendo os seus próprios encontros, relações e conexões, os quais sempre envolvem o que já sabemos, a expectativa do que ainda não vislumbramos e o estranhamento transformador da experiência inesperada e arrebatadora. 

Ao abrir mão de agrupamentos segundo roteiros lineares e predeterminados por categorias e convenções como técnica, suporte e tipologia, assim como por recortes geográficos de origem e pertencimento, “Acervo em movimento” se alinha às discussões que reavaliam o processo histórico da modernidade artística em sua noção de desenvolvimento cronológico, evolutivo e sucessivo.

Assim, procura-se oferecer um exame crítico de hierarquias, assimetrias e leituras consensuais que reiterariam a construção de um cânone entre as obras do acervo do MARGS, cujo caráter excludente é aqui reavaliado à luz de questões contemporâneas em favor da exigência de maior compromisso com pluralidade, diversidade, inclusão e representatividade.

Em sua proposição, “Acervo em movimento” busca mobilizar questões prementes que orientam a visão curatorial e linha de atuação da direção artística do MARGS, como a necessidade de se descolonizar narrativas hegemônicas, dessacralizar a retórica dos discursos canônicos, tensionar hierarquias dominantes e explicitar as presenças e ausências em acervos e exposições. 

Como programa expositivo que marcou a estreia da gestão 2019-2022 do MARGS, “Acervo em movimento” é um programa de caráter permanente que integra a política institucional de aquisições e divulgação do acervo do Museu, instituído com o objetivo de explorar estratégias de abordagem de sua exibição por meio de processos curatoriais voltados à experimentação de estratégias expositivas.

Francisco Dalcol
Diretor-curador do MARGS
Doutor em Teoria, Crítica e História da Arte

 

SERVIÇO

“Acervo em movimento — Aquisições 2019 – 2022”

Exposição de longa duração com rotatividade de obras do acervo do MARGS

Quando: 10.12.2022 a 11.06.2023 (primeira fase de dezembro a março, segunda fase de março a junho)

Onde: 1º andar expositivo do MARGS (Pinacotecas, Salas Negras e Sala Aldo Locatelli). O MARGS se localizar na Praça da Alfândega, s/n°, Centro Histórico de Porto Alegre, RS — Brasil — 90010-150

Visitação: terça-feira a domingo, das 10h às 19h (último acesso 18h), com entrada gratuita

 

 

MARGS | MUSEU DE ARTE DO RIO GRANDE DO SUL 

Instituição museológica pública, vinculada à Secretaria de Estado da Cultura do RS, voltada à história da arte e à memória artística, assim como às manifestações, linguagens, investigações, pesquisas e produções em artes visuais.

O MARGS realiza seus projetos por meio do Plano Anual via Lei de Incentivo à Cultura Federal, gerido pela Associação de Amigos do Museu (AAMARGS). O Plano Anual 2021 (Pronac: 203582) conta com os seguintes patrocinadores e apoiadores.

Patrocínio:

Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul – BRDE

CMPC Celulose Riograndense Ltda

Vero Banrisul

Gerdau

Apoio:

Café do MARGS

Banca do Livro

Bistrô do MARGS

Arteplantas

Tintas Killing

iSend

Realização:

AAMARGS – Associação dos Amigos do Museu de Arte do Rio Grande do Sul 

MARGS – Museu de Arte do Rio Grande do Sul 

SEDAC – Secretaria de Estado da Cultura do RS / Governo do Estado do Rio Grande do Sul

Secretaria Especial da Cultura / Ministério do Turismo / Governo Federal

MARGS

Praça da Alfândega, s/n°

Centro Histórico, Porto Alegre, RS, 90010-150

Visitação de terça a domingo, 10h às 19h, entrada gratuita

Telefone: (51) 3227-2311

Site: www.margs.rs.gov.br

Facebook: https://www.facebook.com/museumargs

Instagram: www.instagram.com/museumargs

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