15ª SEMANA NACIONAL DE MUSEUS NO MARGS

Museus e histórias controversas: dizer o indizível em museus

PROGRAMAÇÃO 18/05/2017
Eventos no MARGS
1 – Concerto
Com quem? Orquestra Jovem de Porto Alegre – Maestro Telmo Jaconi
Onde? Praça da Alfândega, ao lado do MARGS
Quando? 18 de maio, às 13h

 

2 – Mesa-redonda
O quê? Conversas no museu
Onde? Auditório do MARGS
Quando? 18 de maio, às 16h
Tema geral: Museus e Histórias Controversas – dizer o indizível em museus
Com quem? Profa. Dra. Ana Albani e Profa. Dra. Nádia Maria Weber Santos

*Profa. Dra. Ana Maria Albani de Carvalho

TÍTULO:

Ver, fazer e falar: narrativas construídas pela curadoria no espaço de exposição

RESUMO:

Quando o historiador Michael Baxandall afirma que “não explicamos um quadro: explicamos observações sobre um quadro”, pretende mais do que ressaltar as diferenças entre as experiências do falar, do dizer e do visual, apontar a necessidade de procedermos a uma reflexão sobre o modo como operamos as passagens entre esses diferentes regimes de visibilidade. Em “Ver, fazer e falar: narrativas construídas pela curadoria no espaço de exposição” considero a questão da exposição, das relações entre a experiência com as obras no espaço da exposição e os discursos da curadoria, tendo como ponto de partida algumas reflexões apresentadas por Jacques Rancière em seu ensaio “Paradoxos da Arte Política”, publicado no Brasil pela editora Martins Fontes, em 2012.

 

* Profa. Dra. Nádia Maria Weber Santos

TÍTULO:

Os museus criadores de sentidos: o efêmero, a memória e o museu de arte

 

RESUMO: O museu de arte, hoje, é investido de uma realidade complexa em múltiplos âmbitos. Há de se fazer uma escolha para falar sobre. Inspirada na exposição do MARGS “A Fonte de Duchamp – 100 Anos de Arte Contemporânea”, que mostra obras de seu acervo de Arte Contemporânea, proponho uma reflexão sobre o efêmero e a memória, partindo do pressuposto de que os museus são criadores de sentido. Talvez um dos grandes desafios da Arte contemporânea seja sua relação com o tempo: assim como “A fonte” de Duchamp desapareceu materialmente de forma rápida, a arte contemporânea tem uma relação fugidia com seu tempo. Mas como assim? Talvez o indizível que o museu de arte refira seja o tempo efêmero de uma obra na sua relação entre o fazer (relacionado ao ato psíquico) e sua permanência enquanto objeto cultural. A partir destas premissas gerais, percorreremos o caminho da relação da arte com arquétipos e memória coletiva: a arte traz o tempo inconsciente ‘atemporal’ à tona. Talvez o indizível num museu de arte [e que se permite mostrar na arte contemporânea], também seja esta memória coletiva, na sua relação com o tempo efêmero da obra. Entre liberdade artística e a efemeridade da obra temos a memória, ancorada no mais recôndito arquétipo da humanidade: o processo criativo. Neste mundo do ‘talvez’, exemplificaremos com as obras Cristo Redentor, de Fernando Baril e Cidades Enigmas III, de Daniel Escobar.
MINI-BIO:
Nádia Maria Weber Santos é médica, psiquiatra junguiana e historiadora. Possui Mestrado e Doutorado em História pela UFRGS e Pós-Doutorado pela Université Laval (Québec/Canadá). É bolsista de produtividade do CNPq nível 2 e Membro pesquisadora do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul. Pesquisadora do EFISAL/EHESS (École des Hautes Études em Sciences Sociales) de Paris. Integra o comitê editorial da revista Artelogie, vinculada ao CRAL/EFISAL – EHESS de Paris. Atualmente é professora convidada do Mestrado Profissional em Memória e Acervos da Fundação Casa de Rui Barbosa do Rio de Janeiro. Autora de vários livros e artigos na área da História Cultural, com ênfase em História da Loucura e da Psiquiatria, Memória Social e Sensibilidades. Destacam-se as obras: Histórias de vidas ausentes: a tênue fronteira entre a saúde e a doença mental (2ª edição ampliada e revista, SP: Edições Verona, 2013); Histórias de sensibilidades e narrativas da Loucura (Porto Alegre, Ed. da Universidade/ UFRGS, 2008).

 

3 – Celebração
O quê? Confraternização celebrativa ao Dia dos Museus com bolo e clericot no Café do MARGS
Onde? Café do MARGS
Quando? 18 de maio, às 18h

SERVIÇO
Dia dos Museus
Data: 18/05 – Das 13h às 18h
Local: Auditório do MARGS
Promoção: AAMARGS e MARGS
Entrada franca

 

APOIO

Arte e Plantas

Celulose Riograndense

Café do MARGS

AAMARGS
PATROCÍNIO

Banrisul

BRDE

 

REALIZAÇÃO

Governo do Estado do Rio Grande do Sul

Secretaria de Estado da Cultura, Turismo e Lazer

Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli

Centro Histórico, Porto Alegre

Telefone: 32272311
Entrada Franca

Site: www.margs.rs.gov.br

www.facebook.com/margsmuseu

www.twitter.com/margsmuseu

Comentários

comentários

Apoio e Realização