Novo diretor apresenta modelo de gestão do MARGS

Em entrevista coletiva, realizada nesta quarta (14/03), às 10h30min, no auditório do MARGS, o novo diretor Francisco Dalcol, conversou com os jornalistas sobre suas propostas e principais linhas de ação à frente do museu.

Estiveram presentes representantes dos principais veículos de comunicação do Rio Grande do Sul:  Zero Hora, Correio do Povo, Jornal do Comércio, Jornal da UFRGS, TV E, Rádio Guaíba, Bandeirantes , além dos representantes da assessoria de comunicação da Secretaria de Estado da Cultura RS

No encontro Francisco Dalcol destacou, entre outras prioridades, a ideia de consolidar o papel do MARGS dentro do sistema artístico local, atuando em complementaridade com outras instituições, no sentido de diversificar a programação e se irmanar com outros agentes de cultura.

A partir da figura de Diretor-Curador, Francisco  entende o exercício da curadoria dentro do âmbito da pesquisa, pretendendo desempenhá-lo no sentido ampliado do termo: para constituir uma política institucional.

Para o novo diretor, será dada prioridade ao acervo do museu, uma vez que o acervo do MARGS é amplo e qualificado o bastante  ̶  agregando atualmente mais de 5 mil itens  ̶  e, entendendo que o acervo se faz importante porque ele é que dá nome ao museu: “um museu só é um museu porque tem acervo”, explica.

Nessa visão, o Núcleo de Curadoria do museu torna-se um espaço de pesquisa, em interlocução com diferentes públicos, sejam eles  espontâneos ou especializados. Dentro desta perspectiva, Dalcol destaca a necessidade de um trabalho que alcance todos os tipos de público. Trabalho esse que envolve várias instâncias coletivas e sensíveis dentro do sistema cultural e artístico.

O diretor conta que 2019 será um ano de experimentações até março de 2020, com a entrada da Bienal do Mercosul, quando essa gestão já estará desenvolvendo uma política de exibição constituída em dois eixos: – o primeiro dentro de um programa anual  organizado pelo MARGS, em curadoria compartilhada, com obras do acervo nas Pinacotecas; e o segundo – oriundo da ocupação de espaços, a partir da seleção de trabalhos por um comitê de curadoria com o objetivo de validar a programação.

Para finalizar, Dalcol apresentou a programação do segundo semestre de 2019, pensada primeiramente a partir de grandes nomes da escultura gaúcha e também na presença das mulheres no circuito artístico cultural.

 

Foto: Raul Holtz

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