Uma possível História da Arte do Rio Grande do Sul: Os Clubes de Gravura e a permanência do suporte

1809 Nelson Jungbluth - Aparte (2)

 

O Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli convida para a exposição “Uma possível História da Arte do Rio Grande do Sul: Os Clubes de Gravura e a permanência do suporte”, dia 19 de julho (quarta), na Galeria Aldo Locatelli do MARGS . A mostra organizada pela equipe do museu, pode ser visitada até 8 de outubro, com entrada franca.

A exposição dá continuidade ao programa de exposições do acervo permanente do MARGS, integrando o projeto elaborado pelos núcleos do museu com o objetivo de apresentar obras da coleção do acervo do MARGS, que são importantes para a configuração da constituição do cenário artístico gaúcho.

A exposição reúne obras de quatorze artistas relevantes, fundadores do Clube de Porto Alegre e de Bagé e pertencentes ao acervo do MARGS, que se destacaram por produzirem gravuras ligadas à estética do realismo socialista, marcadas por contestação social.

O MARGS funciona de terças a domingos, das 10h às 19h, sempre com entrada gratuita. Visitas mediadas podem ser agendadas no e-mail educativo@margs.rs.gov.br.

 

 

Os Clubes de Gravura e a permanência do suporte na arte local

No Estado houve dois importantes Clubes de Gravura: o de Porto Alegre (CGPA), criado por Vasco Prado (1914-1998) e Carlos Scliar (1920-2001) em 1950; e um ano depois, o de Bagé (CGB), criado por Danúbio Gonçalves (1925), Glênio Bianchetti (1928-2014) e Glauco Rodrigues (1924-2004). Ambos possuíam objetivos semelhantes: produção e divulgação de gravuras ligadas à estética do realismo socialista, criando um meio para críticas sociais.

A ideia do Clube surgiu em 1948, em um encontro dos fundadores da CGPA com o artista mexicano Leopoldo Mendez (1902-1969), no Congresso Mundial de Intelectuais em Defesa da Paz, na Polônia. Mendez era líder da Taller de Gráfica Popular, na cidade do México, grupo de artistas que utilizaram a gravura para divulgar mensagem políticas e de reforma social. Inspirados pelo modelo mexicano, ao chegarem ao Brasil, Prado e Scliar criam o Clube na capital, funcionando como um consórcio de gravura, cujos associados, pagavam uma mensalidade e tinham o direito de ganhar uma gravura. Um ano depois, é criado o Clube em Bagé, nos mesmos moldes, sempre havendo trocas entre os participantes.

Os Clubes se distinguiram, não apenas pela “vontade de refletir a vida de nosso povo, suas lutas, suas esperanças”, como comenta Carlos Scarinci, mas também, pelo destaque que foi dado à própria gravura, que devido a sua reprodutibilidade, sempre foi considerada um suporte menor para o sistema das artes. Não foi apenas aqui no sul do país que a opinião sobre a gravura mudou; no mesmo período são criadas diversas fundações, como Centro de Gravura do Paraná (1951), Clube de Gravura de Santos (1951), Estúdio de Gravura em São Paulo (1960) e outros, incentivando a produção do suporte no país.

A gravura é o tema do terceiro módulo da exposição “Uma possível História da Arte do Rio Grande do Sul”. Este módulo traz ao público, obras realizadas pelos fundadores do Clube de Porto Alegre e de Bagé, sendo visíveis os temas e as técnicas usadas na época; além de trabalhos de outros artistas, contemplando outras décadas. Assim, são notáveis as diferentes soluções que os artistas criam a partir da gravura, afirmando a sua importância até hoje no cenário artístico.

 

Artistas participantes:

Anico Herskovits (Montevidéu/Uruguai, 1948)

Arlete Santarosa (Bento Gonçalvez/RS, 1945)

Carlos Scliar (Santa Maria/RS, 1920 – Rio de Janeiro/RJ, 2001)

Chô Dorneles (Porto Alegre/RS, 1948)

Cris Rocha (Porto Alegre/RS, 1967)

Danúbio Gonçalves (Bagé/RS, 1925)

Francisco Stockinger (Traun/Áustria, 1919 – Porto Alegre/RS, 2009)

Glênio Bianchetti (Bagé/RS, 1928)

Jair Dias (Porto Alegre/RS, 1948)

Nelson Jungbluth (Taquara/RS, 1921 – Porto Alegre/RS, 2008)

Otacilio Camilo (Porto Alegre/RS, 1959-1989)

Paulo Chimendes (Rosário do Sul/RS, 1953)

Suzana Sommer (Porto Alegre/RS, 1944)

Vasco Prado (Uruguaiana/RS, 1914 – Porto Alegre/RS, 1998)

 

Serviço:

Título: “Uma possível História da Arte do Rio Grande do Sul: Os Clubes de Gravura e a permanência do suporte”

Artistas diversos do Acervo do MARGS

Curadoria: MARGS

Local: Galeria Aldo Locatelli do Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli

Visitação: 19 de julho a 8 de outubro de 2017

 

 

 

Patrocínio

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Apoio

Café do MARGS

Arteplantas

Celulose Riograndense

AAMARGS

 

 

 

Museu de Arte do Rio Grande do Sul

Localização: Praça da Alfândega, s./n.

Centro Histórico, Porto Alegre, RS

Telefone: 32272311

Entrada Franca

Site: www.margs.rs.gov.br

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