Orgânicos – exposição fotográfica no Bistrô do Margs

“Este trabalho busca a pluralidade de linguagens, rompendo paradigmas formais. A proposta pretende discutir a organicidade dos corpos em cruzamentos entre performance, fotografia e vídeo. Nesta fotoperformance, movimentos improvisados de performers que se relacionam com elementos orgânicos e o ambiente são trabalhados, tendo a argila como elemento principal de interação e o playground de um prédio como locação.”

 

“Orgânicos” é uma fotoperformance surgida do desdobramento das várias ideias de um grupo de pesquisa em performance surgido em 2015. Esse trabalho, com forte influência e encantamento na pesquisa de Olivier de Sagazan (que trabalha muito argila e tintas na face e de como nosso rosto vai se desfigurando,  e como os significados vão se dando a partir dessa transformação do rosto através do uso de materiais), busca o hibridismo da ideia de instalação, corpo e fotoperformance. Da ideia do corpo como elemento constituinte com a paisagem, de uma cenografia expandida do espaço e da fotografia que não só registra mas que gera um documento que vem a fazer parte da própria instalação.

O ponto de partida do trabalho entre esses artistas foram os encontros que procuraram investigar ação corporal e suas possíveis conexões com o espaço constituído por um conjunto de objetos e mecanismos precários com o qual os performers dialogam por meio de procedimentos diversos. Algumas vezes o procedimento utilizado é a tarefa, uma ação ou um conjunto de ações objetivas que o performer realiza ou ao contrário o corpo, literalmente, “se instala” para habitar o lugar. Outro procedimento empregado foi a investigação formal entre corpo, objeto e ação, neste caso não estavam presentes modalidades de ressignificação do objeto, ou ainda uma ação que entra em choque com o espaço.

Na fotoperformance Orgânicos, o casamento  é associado a um luto de várias coisas. Pois várias coisas nascem e morrem num casamento. Se trata do luto/morte das personalidades individuais ou parte delas que, muito dificilmente não acontecem num casamento e de como as pessoas vão se modificando e se fusionando ao longo desse processo, assim como todas as camadas que vão sendo postas durante essa transformação/desfiguração.

Esse trabalho teve um fragmento apresentado no Circuito de Performance da Galeria Península em 2016 e algumas imagens projetadas no  V Encontro Ruído Gesto Ação & Performance /2016 – CorpoaCorpo – FURG.

 

FICHA TÉCNICA

Direção: Camila Bauer

Performers: Laura Hickmann e Rafael Bricoli

Fotógrafa: Adriana Marchiori

Artista Visual: Élcio Rocini

Realização: Projeto Gompa

Comentários

comentários