Fragmentos de uma cidade invisível

Fragmentos de uma cidade invisível

Curadoria de Fábio André Rheinheimer

 

O Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli convida para a exposição “Fragmentos de uma cidade invisível”, exposição coletiva com curadoria do arquiteto e artista visual Fábio André Rheinheimer. A abertura é dia 8 de fevereiro (quinta) nas galerias Iberê Camargo e Oscar Boeira do MARGS. A mostra apresenta uma reunião de trabalhos de 24 artistas, reunindo obras que representam a percepção de lugar, segundo a visão poética de espaço urbano de cada um deles.

A exposição representa a última etapa do projeto de investigação proposto pelo curador, em continuidade a duas mostras coletivas realizadas em 2017, no MARGS e MACRS, intituladas: MÚLTIPLOS OLHARES: 21 FOTÓGRAFOS e PROJETO DE PESQUISA EM FOTOGRAFIA CONTEMPORÂNEA  ̶ cujo foco central é a cidade e seus habitantes.

Fragmentos de uma cidade invisível” tem por objeto a relação entre os habitantes e o ambiente urbano, na consolidação da ideia de lugar. E, a partir de fragmentos do ambiente citadino, é proposta a construção coletiva de um lugar fictício, para a qual foram convidados os fotógrafos Manoel Petry, Flávio Wild, Lucca Curtolo, Douglas Fischer, Carlinhos Rodrigues, Iara Tonidandel, Paulo Mello, Karla Santos, Fernando Pires, Fernando Kokubun, Alexandre Eckert, Tárlis Schneider, Ivana Werner, Rafael Karam, Nattan Carvalho, Adela Bálsamo Armando, Juliana Cupini, Lizandra Caon, Luciane Pires Ferreira, Heloisa da Costa Medeiros, Gutemberg Ostemberg, Maris Strege, Leonardo Kerkhoven e Guto Monteiro.

A exposição pode ser visitada até dia 13 de março, de terças a domingos, das 10h às 19h, com entrada franca. Visitas mediadas podem ser agendadas no e-mail educativo@margs.rs.gov.br. A entrada é gratuita.

 

Apresentação

Mosaico formal, cuja manufatura lhe é intrínseca, surgido a partir do processo de sedentarização e instrumento fundamental de permanência, bem como resguardo do território, a cidade  ̶ palco da vida coletiva, embora se pretenda controladora e rígida quanto a sua capacidade de organizar, acaba por prever a vida, porém sem jamais a restringir. E, embora se permita a múltiplas leituras enquanto registro histórico e memória edificada, a cidade é configurada considerando um comportamento amplo, coletivo, que contribui para a inconstância da paisagem urbana, dos espaços urbanos e, portanto, dos lugares. Quanto a este aspecto relevante da cidade enquanto construção coletiva, relato de uma época e referência histórica, eis o pensamento de Raquel Rolnik:

“O desenho das ruas e das casas, das praças e dos templos além de conter a experiência daqueles que os construíram, denota o seu mundo. É por isso que as formas e tipologias arquitetônicas, desde quando se definiram enquanto habitat permanente podem ser lidas e decifradas, como se lê e decifra um texto.”¹

 

Porém, segundo um conceito de lugar (usualmente empregado na arquitetura), os espaços se tornam lugares à medida que os definimos e os atribuímos significados, ou seja, adquirem este sentido segundo o tempo que dispendemos em conhecê-los, em vivenciá-los e, consequentemente, assim dotá-los de valor. Na última etapa deste projeto de investigação, eis um questionamento que se faz oportuno: um fragmento de lugar pode refletir (ou comunicar) satisfatoriamente o todo a que pertence? Em analogia, no que se refere ao aspecto do fechamento da paisagem num fragmento de si mesma, eis o pensamento de Anne Cauquelin:

 

“Trata-se simplesmente de uma questão de definir, de delimitar um fragmento com valência de totalidade, sabendo que só o fragmento dará conta do que é implicitamente visado: a natureza em seu conjunto.” ²

 

Esta investigação sobre a relação entre a cidade e seus habitantes, não se supõe conclusa, tampouco assim se pretende, porém apenas disponibiliza, a partir do recorte da produção de profissionais com diferentes formações, algumas questões pertinentes às possibilidades de apropriação e concepção no âmbito da fotografia.

Assim, é proposta a construção de outra realidade urbana  ̶ ampla em significados, em concordância ao sentido de lugar e segundo os fragmentos de diversos cotidianos citadinos e de suas paisagens, instrumentos imprescindíveis na composição desta cidade fictícia que, por um breve período de tempo, se faz visível.

 

Porto Alegre, fevereiro de 2018.

Fábio André Rheinheimer – Arquiteto, Artista Visual e Curador independente.

Fontes:

1 ROLNIK, Raquel. O que é cidade. São Paulo: Ed. Brasiliense, 2004.

2 CAUQUELIN, Anne. A invenção da paisagem. São Paulo: Livraria Martins Fontes Editora Ltda. 2007.

Reproduções:

 

Lista de Artistas

Manoel Petry, Flávio Wild, Lucca Curtolo, Douglas Fischer, Carlinhos Rodrigues, Iara Tonidandel, Paulo Mello, Karla Santos, Fernando Pires, Fernando Kokubun, Alexandre Eckert, Tárlis Schneider, Ivana Werner, Rafael Karam, Nattan Carvalho, Adela Bálsamo Armando, Juliana Cupini, Lizandra Caon, Luciane Pires Ferreira, Heloisa da Costa Medeiros, Gutemberg Ostemberg, Maris Strege, Leonardo Kerkhoven, Guto Monteiro.

 

SERVIÇO

Fragmentos de uma cidade invisível

Exposição coletiva

Curadoria  de Fábio André Rheinheimer

 

Quando

Abertura da exposição no dia 08 de fevereiro de 2018, quinta-feira, às 19h

Visitação de 09 de fevereiro a 13 de março de 2018

Terças a domingos, das 10h às 19h

 

 

Onde

Galerias Iberê Camargo e Oscar Boeira

Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli

Praça da Alfândega, s/n – Centro Histórico – Porto Alegre/RS

Entrada Franca

 

 

Realização

Secretaria de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer

Governo do Estado do Rio Grande do Sul

Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli

 

 

Patrocínio

Banrisul

BRDE

 

 

Apoio

Café do MARGS

Arteplantas

Celulose Riograndense

Associação dos Amigos do Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli

 

Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli

Localização: Praça da Alfândega, s./n.

Centro Histórico, Porto Alegre, RS

Telefone: 32272311

Entrada Franca

Site: www.margs.rs.gov.br

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