Bate – Papo sobre a exposição Fragmentos de uma cidade invisível

A próxima edição de Conversas com Artistas que ocorre neste sábado, 3 de outubro, vai reunir integrantes da exposição “Fragmentos de uma cidade invisível” e o curador Fábio André Rheinheimer  para uma conversa sobre a mostra, no auditório do MARGS.

Fragmentos de uma cidade invisível” tem por objeto a relação entre os habitantes e o ambiente urbano, na consolidação da ideia de lugar. E, a partir de fragmentos do ambiente citadino, é proposta a construção coletiva de um lugar fictício, para a qual foram convidados os fotógrafos Manoel Petry, Flávio Wild, Lucca Curtolo, Douglas Fischer, Carlinhos Rodrigues, Iara Tonidandel, Paulo Mello, Karla Santos, Fernando Pires, Fernando Kokubun, Alexandre Eckert, Tárlis Schneider, Ivana Werner, Rafael Karam, Nattan Carvalho, Adela Bálsamo Armando, Juliana Cupini, Lizandra Caon, Luciane Pires Ferreira, Heloisa da Costa Medeiros, Gutemberg Ostemberg, Maris Strege, Leonardo Kerkhoven e Guto Monteiro.

A exposição pode ser visitada até dia 13 de março, de terças a domingos, das 10h às 19h, com entrada franca. Visitas mediadas podem ser agendadas no e-mail educativo@margs.rs.gov.br. A entrada é gratuita.

 

Apresentação

Mosaico formal, cuja manufatura lhe é intrínseca, surgido a partir do processo de sedentarização e instrumento fundamental de permanência, bem como resguardo do território, a cidade  ̶ palco da vida coletiva, embora se pretenda controladora e rígida quanto a sua capacidade de organizar, acaba por prever a vida, porém sem jamais a restringir. E, embora se permita a múltiplas leituras enquanto registro histórico e memória edificada, a cidade é configurada considerando um comportamento amplo, coletivo, que contribui para a inconstância da paisagem urbana, dos espaços urbanos e, portanto, dos lugares. Quanto a este aspecto relevante da cidade enquanto construção coletiva, relato de uma época e referência histórica, eis o pensamento de Raquel Rolnik:

“O desenho das ruas e das casas, das praças e dos templos além de conter a experiência daqueles que os construíram, denota o seu mundo. É por isso que as formas e tipologias arquitetônicas, desde quando se definiram enquanto habitat permanente podem ser lidas e decifradas, como se lê e decifra um texto.”¹

 

Porém, segundo um conceito de lugar (usualmente empregado na arquitetura), os espaços se tornam lugares à medida que os definimos e os atribuímos significados, ou seja, adquirem este sentido segundo o tempo que dispendemos em conhecê-los, em vivenciá-los e, consequentemente, assim dotá-los de valor. Na última etapa deste projeto de investigação, eis um questionamento que se faz oportuno: um fragmento de lugar pode refletir (ou comunicar) satisfatoriamente o todo a que pertence? Em analogia, no que se refere ao aspecto do fechamento da paisagem num fragmento de si mesma, eis o pensamento de Anne Cauquelin:

 

“Trata-se simplesmente de uma questão de definir, de delimitar um fragmento com valência de totalidade, sabendo que só o fragmento dará conta do que é implicitamente visado: a natureza em seu conjunto.” ²

 

Esta investigação sobre a relação entre a cidade e seus habitantes, não se supõe conclusa, tampouco assim se pretende, porém apenas disponibiliza, a partir do recorte da produção de profissionais com diferentes formações, algumas questões pertinentes às possibilidades de apropriação e concepção no âmbito da fotografia.

Assim, é proposta a construção de outra realidade urbana  ̶ ampla em significados, em concordância ao sentido de lugar e segundo os fragmentos de diversos cotidianos citadinos e de suas paisagens, instrumentos imprescindíveis na composição desta cidade fictícia que, por um breve período de tempo, se faz visível.

 

Porto Alegre, fevereiro de 2018.

Fábio André Rheinheimer – Arquiteto, Artista Visual e Curador independente.

Fontes:

1 ROLNIK, Raquel. O que é cidade. São Paulo: Ed. Brasiliense, 2004.

2 CAUQUELIN, Anne. A invenção da paisagem. São Paulo: Livraria Martins Fontes Editora Ltda. 2007.

 

 

 

 

 

Lista de Artistas

Manoel Petry, Flávio Wild, Lucca Curtolo, Douglas Fischer, Carlinhos Rodrigues, Iara Tonidandel, Paulo Mello, Karla Santos, Fernando Pires, Fernando Kokubun, Alexandre Eckert, Tárlis Schneider, Ivana Werner, Rafael Karam, Nattan Carvalho, Adela Bálsamo Armando, Juliana Cupini, Lizandra Caon, Luciane Pires Ferreira, Heloisa da Costa Medeiros, Gutemberg Ostemberg, Maris Strege, Leonardo Kerkhoven, Guto Monteiro.

 

 

 

Fragmentos de uma cidade invisível

Exposição coletiva

Curadoria  de Fábio André Rheinheimer

 

Quando

Abertura da exposição no dia 08 de fevereiro de 2018, quinta-feira, às 19h

Visitação de 09 de fevereiro a 13 de março de 2018

Terças a domingos, das 10h às 19h

 

 

Onde

Galerias Iberê Camargo e Oscar Boeira

Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli

Praça da Alfândega, s/n – Centro Histórico – Porto Alegre/RS

Entrada Franca

 

Título: Conversas com Artistas

Sobre a exposição Fragmentos de uma cidade invisível

Data: 3 de março de 2018, sábado, às 11h

Local: Galerias Iberê Camargo e Oscar Boeira do MARGS

Entrada Franca

 

Realização

Secretaria de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer

Governo do Estado do Rio Grande do Sul

Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli

 

Patrocínio

Banrisul

BRDE

 

Apoio

Café do MARGS

Arteplantas

Celulose Riograndense

Associação dos Amigos do Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli

 

Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli

Localização: Praça da Alfândega, s./n.

Centro Histórico, Porto Alegre, RS

Telefone: 32272311

Entrada Franca

Site: www.margs.rs.gov.br

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