A Inquietude do Olhar inaugura no dia mundial da água

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O Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli, MARGS, inaugura a exposição A Inquietude do Olhar, da artista plástica Vera Reichert, no dia 22 de março de 2017, com início às 19h. Na ocasião, também será lançado o livro que deu origem ao título da exposição, com registros da produção da artista em seus 30 anos de carreira. A exposição que ocupará as galerias Iberê Camargo e Oscar Boeira do MARGS, tem curadoria de Ana Zavadil e pode ser visitada até 7 de maio de 2017.

No dia mundial da água, Vera Reichert apresenta sua exposição “A Inquietude do Olhar”, um recorte de sua produção que busca chamar a atenção para os problemas da água e da natureza, onde a água é a sua matéria plástica. Ao longo de 30 anos Vera desenvolveu e experimentou suportes e mídias variadas para materializar suas ideias, inicialmente através da pintura, passando para a fotografia, com desdobramentos em instalações, além da produção em vídeo e intervenções na paisagem.

Segundo a curadora da exposição Ana Zavadil:

“Vera Reichert, com seu olhar incansável e obstinado, capturou o fundo do mar e trouxe-nos luzes, cores e habitantes desse universo, dando vida a ele por meio da pintura, do desenho, da fotografia, e mais recentemente, do vídeo e da instalação.

A sua paixão pelo mergulho não foi menos intensa do que a paixão pela arte; uma veio ao encontro da outra e paralelamente foram se cruzando, complementando-se e instigando novas parcerias estéticas”.

O MARGS funciona de terças a domingos, das 10h às 19h, sempre com entrada gratuita. Visitas mediadas podem ser agendadas com o Núcleo Educativo, através do e-mail educativo@margs.rs.gov.br.

 

Da Visualidade ao Conceito

Vera Reichert, com seu olhar incansável e obstinado, capturou o fundo do mar e trouxe-nos luzes, cores e habitantes desse universo, dando vida a eles por meio da pintura, do desenho, da fotografia, e mais recentemente, do vídeo e da instalação.

Sua paixão pelo mergulho não foi menos intensa do que a paixão pela arte; uma veio ao encontro da outra e paralelamente foram se cruzando, complementando-se e instigando novas parcerias estéticas. O mergulho trouxe subsídios para a sua arte. E o processo de experimentação trouxe o aprendizado, que depois se tornou arte com expressão própria, por meio de linguagens contemporâneas.

A água, matéria plástica de sua pesquisa, é o centro gravitacional de seu trabalho.

Nos diversos meios que usou para se expressar, as combinações de densidades e fluxos sem início nem fim visíveis, além de cores variadas, ao se misturarem com a luz ambiente aparecem em todas as manifestações artísticas.

A sua busca, que já dura pelo menos 30 anos, trouxe o enriquecimento conceitual e processual do fazer e acompanhou as grandes mudanças da arte contemporânea. Nos anos de 1980, o foco estava no desenho e na pintura, e transmitia para a tela e o papel a imensidão do mundo submerso nas suas cores e texturas. No início, eram registros e depois a pintura abstrata focada na gestualidade ou nos detalhes de objetos ou seres, em que abandona o tema e mostra a sua capacidade de inovação e apreensão das coisas à sua volta, onde a representação está relacionada aos sentimentos e a sensações e surge como uma necessidade maior de expressão.

Com as novidades da tecnologia, a fotografia começa a entrar em seu repertório visual, e o registro da água na superfície cria novo ritmo para o seu processo criativo. As combinações das densidades e cores estabelecem também um novo desejo: o de aprisionar; já que as belas imagens registradas nada mais são do que a proliferação de algas deslizando pela superfície da água. O aprisionamento é o desejo de estancar o mal para que cesse a destruição. Aprisionar a imagem na foto como se fosse possível fazer o mesmo na vida real.

O trabalho de Vera Reichert não parou no tempo; o ato de ver, de tomar a imagem para si até ser tomada por ela, seduz a artista e ela devolve através de belíssimas obras e ainda associa outras questões extra-artísticas como a educação ambiental, o que para ela é tão importante quanto a dimensão poética de seu trabalho plástico.

Em consonância com o seu aprimoramento artístico, a questão do espaço começa a pesar nas relações entre mergulho, espaço e obra. E nada melhor para trazer à tona novas experiências com o espaço que ela experimenta um novo processo: as instalações. O pensamento artístico e a densidade poética dos trabalhos indicam-nos que a articulação das experiências pregressas e mais a exploração das propriedades estéticas dos materiais expandiram o seu campo de pesquisa, ou seja, da pura visualidade ela passa a explorar conceitos, transformando significativamente a sua obra.

A arte deflagra sensibilidades e ajuda na construção do indivíduo criando um novo patamar de complementação para o ser humano. Na obra de Vera Reichert existe o apelo manifestado subliminarmente em relação à água e à sua escassez em um futuro próximo. Apesar de os resultados finais dos trabalhos serem esteticamente agradáveis ao olhar, a intenção é, também, chamar a atenção para os problemas que afloram por trás do belo. Sua obra dá visibilidade às mudanças de estado de sua matéria plástica, fazendo ver aquilo que existe, mas que passa despercebido.

A característica que perpassa a obra de Vera Reichert diz respeito à liberdade com que manipula diferentes materiais e linguagens e ainda aponta a preocupação de trazer o espectador para o seu plano de ação em um futuro bem próximo, pois, para poder chamar a atenção para os problemas da água e da natureza, esse espectador se fará necessário.

A sua obra, suas motivações e a sua consciência de transmitir uma mensagem importante aos observadores de suas manifestações artísticas estão no belo livro, cheio de imagens e depoimentos – a narrativa de uma história construída pela dedicação e pela inquietude de seu olhar que será lançado na abertura da exposição e registra todas as fases de sua trajetória artística.

Ana Zavadil – curadora

 

 

Sobre a artista

VERA REICHERT reside e tem seu atelier em Campo Bom, Rio Grande do Sul.  Mergulhadora em mar aberto e labirintos submersos tem na ÁGUA a sua referência. Trabalha com videoinstalações, fotografia, objetos, pintura e desenho. Sua produção está centrada em questões contemporâneas e na pesquisa de materiais com reflexão para multiplicar os reflexos em suas imagens e objetos. Realizou 28 exposições individuais, (4 em Paris, FRANÇA e 24 pelo BRASIL). Participou de coletivas relevantes, no Brasil e no exterior. Textos sobre seu trabalho foram publicados em livros, revistas, jornais e na internet. Possui trabalhos em coleções de arte brasileira e Americana e Canadense.

 

www.verareichert.com.br, arte@verareichert.com.br

Produção: Babilônica Arte e Cultura

 

Serviço:

Exposição e lançamento do livro

A Inquietude do Olhar, de Vera Reichert

Curadoria: Ana Zavaldil

Abertura: 22 de março de 2017, às 19h

Visitação: 23 de março a 7 de maio de 2017

Local: Galerias Iberê Camargo e Oscar Boeira do MARGS – Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli

Entrada Franca

 

Livro

A Inquietude do Olhar, de Vera Reichert

Organização: Ana Adams

Valor: R$ 150,00

Valor promocional no dia da abertura da exposição: R$ 100,00

 

Patrocínio

Banrisul

BRDE

 

Apoio

Café do MARGS

Arteplantas

Celulose Riograndense

Feeling

AAMARGS

 

Realização

Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli

Governo do Estado do Rio Grande do Sul

 

Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli

Localização: Praça da Alfândega, s./n.

Centro Histórico, Porto Alegre

Telefone: 32272311

Entrada Franca

Site: www.margs.rs.gov.br

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