11ª BIENAL DO MERCOSUL SERÁ REALIZADA EM 2018

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A 11 edição da Bienal de Artes Visuais do Mercosul não será realizada no ano que vem, mas somente em 2018. Além disso, mudará os meses de sua realização: conhecida por ser promovida entre outubro e novembro, passa para abril, precisamente entre 5 de abril e 4 de junho.

O seu projeto curatorial tratará das influências culturais de matrizes europeia, americana e africana. As informações foram anunciadas nesta quinta-feira pela Fundação Bienal do Mercosul, ao divulgar também como presidente da próxima gestão Gilberto Schwartsmann, professor da Faculdade de Medicina da Ufrgs, e como curador, o alemão Alfons Hugs, diretor do Goethe Institut em Lagos, Nigéria, e com atuação em várias bienais internacionais, como a de Veneza e Dakar.

Schwartsmann disse que a alteração do calendário da Bienal, tradicionalmente em anos ímpares, deve-se a desafios financeiros enfrentados em diversos níveis no país, aliada à falta de tempo suficiente para viabilizar uma agenda com espaços culturais e planejar um evento desse porte. Já os meses de abril, maio e junho foram escolhidos por não ter concorrência de eventos culturais sendo realizados em outros Estados e países.

O presidente também salientou que a escolha da temática da Bienal 2018, chamada de “O triângulo do Atlântico”, formado por Europa, América e África, é resultado de um encontro dele com Hug. “Uma das proposta é que artistas façam o caminho de negociação de escravos e apresentem trabalhos originais na Bienal. Isso é uma forma de resgatar a dívida histórica com a comunidade negra”, reflete. O que coloca a arte africana contemporânea como um dos temas a ser trabalhado em profundidade em seminários e palestras.

O programa também deverá oferecer ações que envolvam pessoas que não tem acesso à arte. Para isso, Schwartsmann comenta que será preciso buscar alternativas em linguagens digitais. “A intenção é tratar a arte do museu para chegar a pessoas que não podem participar da Bienal. Precisamos pensar em ferramentas de aproximação e isso passa pela tecnologia”, diz.

As atividades da Bienal também deverão fazer um cruzamento com as outras artes, como música, literatura, fotografia, com a base temática “O triângulo do Atlântico”. Também é intenção provocar reflexões sobre a relação das edições anteriores das Bienais com a Cidade, o seu legado que está incorporado à paisagem do cotidiano e não se sabe a origem. Também deve-se discutir as relações com os demais países do Mercosul. A programação educacional, com parcerias com universidades e instituições culturais, serão mantida.

Equipe

Gilberto Schwartsmann, presidente da Bienal de Artes Visuais do Mercosul

Professor Titular da Faculdade de Medicina da Ufrgs e Chefe do Serviço de Oncologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Possui experiência internacional, com pós-graduação no Reino Unido, Países Baixos e EUA. Foi Diretor da Biblioteca da Academia Nacional de Medicina e Vice-presidente da 10ª Bienal do Mercosul.

Alfons Hug

Nasceu em Hochdorf, Alemanha, e estudou Linguística, Literatura Comparada e Cultura em Freiburg, Berlim, Dublin e Moscou. Atuou nas Bienais de Veneza, São Paulo, Montevidéu, Dakar e na Bienal do Fim do MUndo (Argentina). Dirigiu o Goethe Institut em Medellín, Brasília, Caracas, Rio de Janeiro e Moscou. Atualmente, dirige o Goethe Institut em Lagos, Nigéria.

FONTE: Jornal Correio doPovo

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