Programa público da mostra “Otacílio Camilo – Estética da rebeldia” promove o seminário “Memória e processos coletivos na arte dos anos 1980”

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Data / Hora
Date(s) - 17/10/2019
00:00 - 19:00

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O Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS) dá sequência ao programa público da exposição “Otacílio Camilo – Estética da rebeldia”, com o seminário “Memória e processos coletivos na arte dos anos 1980”, no dia 17.10.2019 (quinta), das 17h30 às 19h, no auditório do MARGS.

Os convidados são o artista visual Hélio Fervenza e o professor de História da Arte da UFRGS Paulo Silveira. A mediação é de Izis Abreu, curadora da exposição “Otacílio Camilo – Estética da rebeldia” e integrante do Núcleo de Curadoria do MARGS.

Em setembro, o programa público da exposição “Otacílio Camilo – Estética da rebeldia” promoveu o curso “Produção artística em colagem”, com Mitti Mendonça, além do primeiro de três seminários paralelos à exposição, com o tema “O papel arte como prática poética de re-existências”.

 

Programação

Seminário “Memória e processos coletivos na arte dos anos 1980”

 

“Terreno de Circo: deambulação, pensamento, criação”, com Hélio Fervenza

Antes de qualquer coisa, “Terreno de Circo” foi um processo de criação coletiva que incluía e inter-relacionava ações, intervenções, publicações e exposições, permeadas por encontros, dúvidas, conversas, viagens e experiências. Era difícil dizer com certeza onde essas atividades começavam, onde elas terminavam, ocorrendo uma indeterminação de seus limites. O livro “Terreno de Circo” apresenta em sua constituição mesma esses aspectos, e conecta diferentes planos de atuação.

“Otacílio Camilo e os dispositivos de presentificação alternativa”, com Paulo Silveira

A conversa abordará algumas circunstâncias artísticas e socioculturais do curto período de produção de Otacílio Camilo e alguns dos objetos e procedimentos disponibilizados para reconsideração e “desmarginalização” de seu legado.

SOBRE OS PARTICIPANTES

Hélio Fervenza

Artista plástico, nascido em 1963 em Sant’Ana do Livramento – RS, vive e trabalha em Porto Alegre /RS. É professor do Instituto de Artes da UFRGS, pesquisador do CNPq, e realizou um Doutorado em Artes Plásticas na Université de Paris I Panthéon-Sorbonne. Desenvolve propostas e atividades artísticas junto ao programa FPES – Perdidos no Espaço. Autor do livro O + é deserto, Documento Areal 3, Escrituras Editora, São Paulo. Realiza exposições individuais e coletivas em diversos países desde o início dos anos oitenta, como por exemplo: Bienal de Veneza (Itália), Bienal de São Paulo (sala retrospectiva 1990-2012), Bienal de Yakutsk – BY14 (Rússia), Bienal do Mercosul (Porto Alegre), Weserburg – Museum of Modern Art de Bremen (Alemanha), Museu da Gravura (Curitiba), Spinnerei – Leipzig (Alemanha), Museu Victor Meirelles (Florianópolis), Pinacoteca de São Paulo (São Paulo), Bienal de Amsterdã (Holanda), Université de Paris I (França), Instituto Itaú Cultural (São Paulo, Belo Horizonte, Brasília), Central Galeria de Arte (São Paulo), Galeria Mamute (Porto Alegre), Centro Cultural del Ministerio de Educación y Cultura (Uruguai), FUNARTE (Rio de Janeiro), MARGS (Porto Alegre), Fundación DANAE (França, Espanha), Musée des Beaux-Arts de Verviers (Bélgica), Centro Cultural Recoleta (Argentina), MAC (São Paulo), Centro de Extension PUC (Chile), University of Wisconsin (EUA), Sociedade Nacional de Belas Artes (Portugal), Paço das Artes (São Paulo), Galeria Sztuki BWA (Polônia), Grand Palais (França), Biennale Internationale de Gravure (Eslovênia).

Página pessoal: www.heliofervenza.net

 

Paulo Silveira

Professor de História da Arte na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, membro do Comitê Brasileiro de História da Arte e da Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas. Desenvolve pesquisa sobre linguagem e contexto de obras e dispositivos instauradores da arte contemporânea.

 

SERVIÇO

Seminário “Memória e processos coletivos na arte dos anos 1980”

Data: 17.10.2019

Horário: 17h30min às 19h

Convidados: Paulo Silveira (professor UFRGS) e Hélio Fervenza (artista e professor UFRGS)

Mediação: Izis Abreu (Núcleo de Curadoria do MARGS)

Local: Auditório do MARGS

Entrada Franca

 

 

SOBRE A EXPOSIÇÃO

A exposição em homenagem ao artista gaúcho Otacílio Camilo (1959-1989), em exibição nas Salas Negras, oferece um resgate do artista porto-alegrense de vida breve e produção intensa nos anos 1980, e que faria 60 anos em 2019, quando também se registram os 30 anos de sua morte. Reunindo cerca de 50 obras do acervo do MARGS e de coleções públicas e particulares, a exposição apresenta gravuras, xilogravuras, objetos, livro de artista e poemas produzidos durante a década de 1980 e que, nas palavras da curadora da mostra, Izis Abreu, “representam micronarrativas pautadas por suas vivências pessoais”.

“Otacílio Camilo – Estética da rebeldia” marca o início de um ciclo de exposições do MARGS intitulado “Histórias ausentes”, que institui no museu uma política de exibição que procura conferir visibilidade a expressões artísticas e narrativas invisibilizadas pelos discursos hegemônicos da historiografia oficial, assim como a artistas cuja produção ainda permanece não legitimada pelo sistema das artes.

A exposição segue em exibição até dia 1º de dezembro de 2019. O MARGS funciona de terças a domingos, das 10h às 19h, sempre com entrada gratuita. Visitas mediadas podem ser agendadas pelo e-mail educativo@margs.rs.gov.br.

 

Leia mais sobre a exposição (release e texto curatorial):

http://www.margs.rs.gov.br/midia/margs-apresenta-exposicao-que-resgata-a-obra-de-otacilio-camilo/

 

 

SOBRE O ARTISTA

Otacílio Lara Camilo de Oliveira nasceu no dia 14 de abril de 1959, em Porto Alegre. Iniciou sua formação artística no SENAC, aos 16 anos. Mas foi por meio do Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre que se inseriu no campo artístico porto-alegrense.  Ingressou na instituição em 1980, estudando história e teoria da arte, desenho, pintura e gravura (xilo, lito e gravura em metal). Além do Atelier Livre, Otacílio também frequentou cursos extracurriculares em diversas instituições pelo Brasil.

Em 1982, o artista realizou uma viagem de deriva pelo Brasil, passando pelo Rio de Janeiro, Fortaleza, Recife, Olinda, São Paulo e Salvador. Na cidade de São Paulo, integrou-se ao circuito acadêmico e artístico da Universidade de São Paulo (USP), frequentando o Museu de Arte Contemporânea da universidade (MAC-USP), a Faculdade de Arquitetura (FAU) e a Escola de Arte Dramáticas (ECA), onde desenvolveu proposições experimentais interdiciplinares unindo performance, artes plásticas e música.

Nesse ambiente, também teve contato com importantes nomes da arte brasileira como Regina Silveira, Júlio Plaza, Haroldo dos Campos e Ana Mae Barbosa. Neste período, morou junto aos estudantes do Conjunto Residencial da USP, o CRUSP, onde conheceu os integrantes da banda punk Excomungados, momento em que incorpora os valores e a ética anarcopunk, um acontecimento decisivo na orientação de sua produção e na definição de sua poética.

Ao longo da década de 1980, participou de exposições coletivas no Brasil e no exterior. Também foi premiado em salões e concursos de arte, como o 34º Salão de Abril, em Fortaleza,o Prêmio Aquisição na 7ª Mostra de Gravura da Cidade de Curitiba e a 7ª Bienal de San Juan del Grabado Latino-Americano y del Caribe, em Porto Rico, na qual levou o primeiro lugar.

Em 1987, foi selecionado para o projeto La Jeuve Gravura Contemporaine, intercâmbio entre França e Brasil concebido pelo artista plástico Arthur Luiz Piza.  A exposição ocorreu no Grand Palais des Beaux-Arts, em Paris. Em 1988, integrou a mostra coletiva “Distance”, organizada por Maria Ivone dos Santos e Hélio Fervenza, no Espace Latino-Americain, também em Paris.

Otacílio Camilo faleceu em 1989, aos 30 anos, deixando uma extensa e relevante produção. Em 1994, o MARGS dedicou uma retrospectiva ao artista, dentro do “Projeto: Nossos Artistas”. A mostra reuniu pelo menos 100 trabalhos em xilogravura, alguns deles doados ao museu após a exposição.

 

SOBRE A CURADORA

Izis Abreu é mestranda em Artes Visuais – História, Teoria e Crítica de Arte (IA/UFRGS). É autora da pesquisa acadêmica “Otacílio Camilo (1959 – 1989) – Estética da rebeldia” (2016), desenvolvida como requisito para obtenção do título de bacharela no curso de graduação em História da Arte (IA/UFRGS). Dedica-se à pesquisa sobre a representação visual de sujeitos negros em acervos públicos de Porto Alegre, realizando também seminários sobre feminismo negro nas artes visuais e palestras sobre perspectivas de educação antirracista no campo da história da arte. Atualmente trabalha no Núcleo de Curadoria do MARGS.

 

 

 

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